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Archive for the ‘Street Fighter’ Category

Street Fighter IV – A New Beggining

Pelo título do jogo, dá pra perceber qual é a vontade da Capcom. Eles querem um renascimento, um começo triunfal tal qual teve Street Fighter 2. E agora, em 15 de outubro, anunciaram que vão lançar Street Fighter 4 em meados de 2008. O jogo ainda está em desenvolvimento, e no evento onde foi anunciado, não houve sequer apresentação de screenshots do jogo.

Apenas uma animação estilizada, baseada no conceito do novo Street Fighter – veja abaixo o tal trailer, que também está na página http://www.streetfighterworld.com/ caso algum bocó duvide da procedência.

Vou tentar deixar algumas coisas claras aqui. Segundo Fóruns de gamers, o time de SF II e SF Zero é japonês e faz um bom tempo que foi desmantelado. O time de SF EX (em parte) e SF III é americano. O anúncio foi feito pela Capcom USA.

Por essas e outras, não vou criar expectativas. É muito provável que venham com um novo estilo 3D de jogo de luta pra revolucionar o mercado, ou que venham com um SF III Turbo Remix. Não importa o que for, vou testar quando lançar. E vou escrever por aqui o que achei.

Aguardo ansiosamente.

SF: The Later Days (Parte 1)

Conclusão das conclusões

Vamos finalmente a conclusão das conclusões fimdesemanais.

Definitivamente Street Fighter Zero 3 é o jogo de luta 2D mais foda de todos. Simples assim. Agora eu preciso aprimorar minhas perícias no Arcade, me adaptar aos botões, ao direcional e ao adversário em pé do teu lado encostando o ombro em você com movimentos epilépticos.

Sobre a Fórmula Um, acabo de notar que eu não dou para um bom profeta. E também percebi que eu nunca poderia ser um político. A McLaren foi culpada de todas as acusações. E foi punida com cócegas no suvaco esquerdo usando penas de ganso.

No mais, eles continuam no campeonato com seus carros roubados e todos seus funcionários descendentes do Dick Vigarista. Ouvi dizer que vão contratar o Mutley pra trazer cafézinho pro Ron Dennis durante as corridas e dar aquela risadinha famosa no rádio pros pilotos quando eles ganharem injustamente as próximas quatro corridas da temporada de maneira antiética e ilegal.

O que o dinheiro não faz, não é minha gente?

Faz o errado virar certo.
Faz um esporte virar Brasil.
Faz um fã e espectador virar dorminhoco nas manhãs dos finais de semana.

O dinheiro faz praticamente tudo.

Conclusões Fimdesemanais

Depois desse final de semana, cheguei a algumas conclusões relacionadas aos meus últimos posts. Prometo ser breve. Primeiro vou falar sobre Street Fighter.

  • Street Fighter

A série Zero definitivamente esmurra todas as outras séries de Street Fighter. Faça o teste, pegue para seu emulador de CPS2 os jogos SSF2, SSF2T, SFZ2 e SFZ3. Se possível, procure jogar também SF1 e SF3. Não estou pedindo pra você acreditar na minha avaliação ou engolir a seco meu gosto. Estou falando para você que não quer confiar na minha percepção, fazer o teste. Você verá o quão correto eu estou em dizer que Street Fighter Zero 3 é definitivamente o melhor jogo de luta 2D que existe.

E é exatamente por essa conclusão que eu não entendo a Capcom. Trabalhar com estimulação de nichos não é novidade e, meus amigos, desenvolver um upgrade corrigindo 1% da programação de um jogo 2D não custará porra nenhuma nada. A Capcom está vacilando, deixando de faturar uns dinheirinhas a mais com um Street Fighter Zero 4.

Agora chegou a parte chata e nervosa desse post. Vamos por partes.

  • Fórmula 1

O Felipe Massa largou em Monza neste Domingo comendo bundas muito bem. Foi realmente a melhor arrancada que eu já vi alguém fazer nessa temporada. Era simplesmente visível que ele estava muito mais rápido que ambas as McLarens, e eu já conseguia vislumbrar a vitória de Felipe Massa em Monza. A estratégia era simples e previsível, porém impecável. Socar o pé antes da primeira parada, coisa que ele sabe fazer como ninguém e tomar da equipe McDickVigarista McLaren a primeira e segunda colocação. Voltar ainda na frente dos dois (Alonso e Hamilton) após as paradas deles. Correr com sobriedade, no limite, para manter a posição após a segunda parada e finalmente subir no lugar mais alto do pódio.

Mas, infelizmente, Felipe Massa contou com o ovo no cu da galinha. Ele achou que Murphy não existia, achou que Lewis Hamilton tinha completado o colegial e achou que a Ferrari fazia carros confiáveis. Vou provar que ele fez suposições completamente erradas.

  1. Murphy existe e provou que se a Ferrari consegue perder dois campeonatos seguidos para a Renault, nada impede ela de perder mais um pra McLaren;
  2. Lewis Hamilton é muito novo e muito piloto pra ter completado o colegial, claramente não sabe que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo;
  3. A Ferrari não faz carros 100% confiáveis agora e nunca fez.

A situação é a seguinte. Felipe Massa abandonou na 10ª volta com problemas na suspensão. É óbvio que o carrinho vermelho não agüentou os ataques às chicanes e as retomadas como deveria. O Raikkonen fez a lição de casa e chegou em terceiro, com direito a levar ultrapassagem do iliterado Hamilton. O resultado é que Massa foi sepultado na quarta colocação do campeonato de pilotos, a Ferrari foi sepultada na segunda colocação no campeonato de equipes e o maldito espanhol Alonso vai claramente ganhar o campeonato mundial de pilotos pela terceira vez consecutiva.

Vou fazer duas profecias.

  1. Caso Ron Dennis e seus Dick Vigaristas sejam punidos com penas de ganso pela FIA nesta Quinta-feira, Fernando Alonso é tricampeão do mundo de F1 e a McLaren levará o título de equipes para sua guilda.
  2. Caso Ron Dennis e seus Dick Vigaristas sejam punidos de verdade, Kimi Raikkonen é campeão mundial de F1 e a Ferrari leva o título pra sua trattoria.

Será que dou para um bom profeta? Espero que não, em ambos os sentidos.

P.S.: Note que minha promessa de ser breve foi quebrada.

Street Fighter – Parte 3

Botando um fim na série de SF2, a Capcom segue em frente com seu mais novo lançamento em 1995, numa nova série que prova definitivamente – para mim pelo menos – que a dita empresa de jogos tem pacto com o demônio: Street Fighter Zero.

Aconteceu assim: a Capcom estava passando perto dos seus concorrentes já capengas, quando ouviu a infeliz observação de algum diretor de produto “Finish Them“. E assim fez, desenvolvendo desde o rascunho a nova série Zero (Alpha nos EUA). Seguindo a história do jogo, esta obra do capeta se posiciona temporalmente entre Street Fighter (1) e Street Fighter 2. Além dos gráficos humilhantes para qualquer outro jogo de luta 2D da época, a jogabilidade e o sistema inovaram completamente o universo da pancadaria virtual, adicionando os três níveis de Especiais, contragolpes e meu bebezinho preferido, o Chain Combo. Sabe quando você é espancado tal qual um petista na convenção do PSDB, sendo chachoalhado no ar por todos os lados e inexplicavemente não consegue reagir? O tal sistema de Chain Combo é o culpado disso.

Tela de seleção de Street Fighter Zero.

Uma coisa que chocou os jogadores foi a tela de seleção: contava apenas com quatro conhecidos (Ryu, Ken, Chun-Li e Sagat). Os novos personagens estavam em maioria, dois originais (Nash/Charlie nos EUA e Rose), dois vindos do Final Fight (Guy e Sodom) e dois vindos da primeira versão do jogo (Adon e Birdie). Como personagens secretos estavam o comédião Dan (original), o chefão Vega (Mike Bison nos EUA) e o poderoso Gouki (Akuma nos EUA). A partir da “falta” de personagens, rolaram boatos que a Capcom se apressou e SFZ veio prematuro, e a mídia especializada (olhaaa!) já acalmava os viciados sinalizando a vinda de Street Fighter Zero 2.

O segundo lançamento da série veio mesmo conforme anunciado, oito meses após seu irmão mais novo. Pra quem tinha achado que SFZ era um ótimo jogo e havia superado de longe a concorrência, SFZ2 fez a Dona Midway pensar direitinho, requentar a janta das crianças e partir definitivamente para jogos de luta 3D. A Capcom promoveu significantes melhorias na jogabilidade, no sistema de jogo implantado em SFZ, na arte gráfica e animação, no equilíbrio entre os personagens e ampliou a trupe, disponibilizando agora Dan, Gouki e Vega como não-secretos, Dhalsim e Zangief retornando de SF2, Gen retornando de SF, Rolento do Final Fight e a original Sakura, além dos secretos Shin Ryu e Shin Gouki.

Tela de seleção de Street Fighter Zero 2.

Após dois anos de sucesso absoluto, a Capcom poderia ter ficado quieta e terminado a série Zero por aqui. Mas não. Como eu já disse, eles insistem em tornar público o fato de que Street Fighter é fruto de um pacto com o demônio.


Street Fighter Zero 3 foi lançado em 1998 e sepultou qualquer outra tentativa de produzir um jogo 2D de luta para sempre. Agora além de escolher o personagem, o jogador podia escolher o estilo de luta, cada um com suas peculiaridades. O fluxo de jogo foi drasticamente alterado e beira a perfeição, apoiado num complexo sistema de regras e leis internas, o que obviamente tornou o jogo absurdamente equilibrado e levou a jogabilidade a um nível nunca antes imaginado num jogo de luta. Para melhorar a situação o cardápio de personagens foi ampliado novamente, com Blanka, Cammy, Edmond Honda, Balrog (Vega nos EUA) e Mike Bison (Balrog nos EUA) retornando de SF2, o prisioneiro Cody de Final Fight e os originais Karin, Rainbow Mika, Juni e Juli. Claro que isso foi um prato cheio para os jogadores, que estudaram frame por frame do jogo e desenvolveram técnicas de luta e táticas em um ritmo impressionante.

Tela de seleção de Street Fighter Zero 3, versão com personagens adicionais.

No final de 1999, SFZ3 era o jogo ideal para competição e a Capcom não perdeu tempo – patrocinou campeonatos e promoveu o encontro dos campeões continentais para levar um nome ao topo do mundo de SF: Daigo Umehara. O japa é oficialmente o campeão mundial de SFZ3. Conforme o tempo passou e atualizações de consoles domésticos foram produzidas, algumas adições de personagens foram feitas sem sucesso em algumas poucas versões, pois elas iam contra o equilíbrio e fluxo de jogo estabelecido em SFZ3.

Animação de abertura da luta entre Ken (Modo Z-ISM) e Ryu (Modo X-ISM) em SFZ3.

Após ocupar durante muitos anos o lugar de jogo de luta supremo dos campeonatos mundiais, ele começou a ser acompanhado de crossovers (jogos de luta que misturam universos de personagens) e devido a cena de jogadores profissionais tornar-se repetitiva e invencível, e praticamente as táticas e estratégias terem chegado ao seu limite, houve uma tentativa de substituição por Street Fighter 3: Third Strike. Passados poucos campeonatos o jogo não manteve sua soberania e foi substituido pelo saudoso Super Street Fighter 2 Turbo, uma vez que a volta de SFZ3 não seria viável.


Por falar em Street Fighter 3, a série Zero teve sua continuação antes mesmo de terminar, com o lançamento de SF3: The New Generation em 1997 onde apenas Ryu e Ken retornaram, contando com novos personagens, novos estilos de luta e uma adição no sistema de luta. Porém o fluxo de jogo era completamente diferente da série Zero e guardava muita semelhança com jogos da SNK. Ele teve duas continuações, SF3: Second Impact ainda em 1997 e SF3: Third Strike em 1999. Em paralelo à terceira parte da série que usava a nova máquina de arcade CPS-3 (que teoricamente rodaria jogos de luta 3D) foi lançada em 1996 uma nova série 3D, chamada Street Fighter EX. Após diversas continuações e não chegando nem perto do sucesso da sua irmã 2D, essa versão foi descontinuada.

Hoje a Capcom não fala mais em Street Fighter. E pra dizer a verdade, não creio que os jogadores true de SF esperem também algo como Street Fighter 4 ou continuações 3D. Mas eu aposto o que for possível que, caso eles lancem uma continuação para Street Fighter Zero 3, os campeonatos mundiais de jogos de luta 2D terão um novo nome sob os holofotes: Street Fighter Zero 4.