Minha primeira vez
Eu sou aquele que descobriu
Que não se deve acreditar
Em uma palavra sequer, que
As promessas ditas são falsas
Sou aquele que já conviveu
Com lobos em pele d’cordeiro
Cordeiros em pele de lobo
Com todos sempre compartilhei
Eu sou aquele que se ri e
Cujos sonhos são imbatíveis
São poucos e humildes, não são
Inspirados em milagres mil
Vai à lona inconsciente
Que se ergue novamente, não
Sei se preso ou abençoado
Superpotência d’espírito
Sou infinito preso ao tempo
Viajante preso ao espaço
Não há pedra não jogada nem
Espaço nas costas sem faca
Eu sou aquele que se ri e
Cujas ações inabaláveis
Poucas e confiantes, não são
Inspiradas em heroísmo
Não há sombra de dúvida que
Por inteiro devo sempre ser
Sem dimensões, sem limites, sem
Controle algum por definição
Sou aquele que enxergou nos
Olhos firmes a porta d’alma
O amor maior que a vida
E a chegada da amada enfim
Eu sou aquele que notou na
Vida dela uma conhecida tal
Qual canção nova já ouvida
Novo prato já degustado
Sou aquele que constrói castelos
P’ra terreno e hóspedes quaisquer
Mas brande sem hesitar a espada
Em nome da vida e da amada