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Archive for the ‘Kart’ Category

Ayrton Senna (Parte 1)

Não sei se vocês já leram isto em algum lugar: “In Life Unbeatable, In Death Irreplaceable” (tradução livre: Na vida invencível, na morte insubstituível). Essa frase é muito usada para Ayrton Senna, que faleceu ao 1º de maio de 1994. Ou seja, há 14 anos, Senna partia dessa para uma melhor.

Ayrton Senna da Silva nasceu a 21 de março de 1960. Sua primeira corrida foi um amistoso amador de Kart aos 9 anos onde foi pole position por sorteio. Aos 13 anos, venceu na sua estréia no Kart profissional em Interlagos, e nesta categoria conquistou seis títulos (entre paulista, brasileiro e sul-americano). Seu último ano no Kart foi 1980, quando foi campeão brasileiro e vice-campeão mundial. O mundial de Kart foi o único título que Ayrton desejou e não conseguiu.

Eu nunca havia visto um piloto como este, Angelo Parilla, 1979

"Eu nunca havia visto um piloto como este" Angelo Parilla, 1979

O convite para correr na Fórmula Ford em 1979 que foi negado por vontade dos pais foi refeito pela Van Diemen em 1980, e desta vez Ayrton foi atrás de seu sonho. Estreou em 1º de março de 1981 com um 5º lugar em Brands Hatch pela Van Diemen. Três semanas depois, alcançou sua primeira vitória em Brands Hatch, e durante o ano sagrou-se campeão de F-Ford 1600 em 1981. Seguiu o caminho natural para a F-Ford 2000 em 1982, e causou uma tempestade: hat trick nas seis primeiras corridas. Vale notar que hat trick é quando o piloto faz a pole position, a volta mais rápida da corrida e também vence. Terminou o ano com dois títulos, F-Ford 2000 inglês e europeu, e marcou o recorde de 21 vitórias, 15 poles position e 21 voltas mais rápidas.

Em 1983 Ayrton entrou na categoria Fórmula 3 como uma tempestade fulminante. Hat trick nas 9 primeiras provas da categoria, último degrau antes da Fórmula 1. O circuito de Silverstone chegou a ser chamado de Silvastone pela imprensa britânica devido à supremacia de Ayrton correndo por lá. Com o desempenho de 1981 a 1983, tornou-se o único a ter a tríplice coroa das fórmulas britânicas. Não faltaram convites para testes em equipes de Fórmula 1 (vídeo). As primeiras ofertas vieram da Toleman, Lotus, McLaren e Williams. Apesar de bater o recorde do circuito de Donington a bordo da Williams campeã de 1982 (fato que impressionou a todos), acabou optando pela Toleman, a menor entre as quatro devido às condições contratuais.

On the low

Mas meu iate ainda não tem três andares. Aliás, nem o iate ainda eu tenho, e pensando bem, pra que um iate? (Desculpem a piada usando música popular ianque).

Então, deixa o iate pra lá. É impressionante como eu, tão pouco acostumado a lidar com montantes, pude perceber o quão imperceptível é o fluxo de dinheiro para fora do caixa. Mas isso pouco importa, agora que pertence ao passado. Se as coisas continuarem como estão financeiramente (contando com a máxima de que pior não pode ficar) tenho em meus planos um carro, a habilitação de motorista e nesse afã automobilístico, mais motores.

Mas estou falando de motores Honda, pequenos, de 13 cavalos. Após uma pesquisa relâmpago e profunda me revelar que sou pobre mesmo e em minha atual situação financeira é completamente impossível me aventurar no mundo do automobilismo profissional, decidi me contentar com o não-tão-barato mundo do automobilismo amador. Pesquisei no site da Amika e estou certo que a partir de 2009 eu poderei participar no campeonato anual de kart amador, usando o sistema de aluguel do Kartódromo Internacional da Granja Viana. Até lá, pretendo estar com meu carro de rua e minha habilitação em mãos.

Quanto ao carro, coloquei na ponta do lápis a parte financeira e decidi não ir direto ao pote de mel, mas sim comprar algo mais simples antes. Na base da pesquisa (dale!) decidi-me pelo UK-Famous Peugeot 106. Bem, se algum produto é famoso e popular na Inglaterra, coisa ruim não é. O 106 pode parecer desajeitado num primeiro olhar, mas seus 20Km/l de autonomia mandam rapidamente o olho ir tomar no rabo. Os 20 quilômetros são percorridos por 50 cavalos franceses, carregando um peso líquido de 790 quilos. “Considered one of the best drivers’ cars on the European mini-car market”. Mais custo-benefício que isto, apenas comprando o meu sonhado Civicão (apelido carinhoso), mas isso fica para depois, quando eu puder aguentar mais custo, e ter mais benefício. Contra este super-mini, temos outros exemplos, todos perdendo de longe para o infamous Pug One-O-Six. Abaixo um demonstrativo de outros super-mini motorizados em um litro em suas versões populares e de preços semelhantes (de R$1.000 a R$5.000 mais caros).

Peugeot 106: Autonomia 20Km/l; 50 cavalos e 790 Kg.
Ford Ka: Autonomia 15Km/l; 51 cavalos e 910 Kg.
Chevy Celta: Autonomia 13Km/l; 60 cavalos e 910 Kg.
Fiat Uno: Autonomia 14Km/l; 55 cavalos e 810Kg.

Por hoje é só, criançada imaginária.