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Archive for Junho, 2008

Ayrton Senna (Parte 3)

Em 1988 foi para a McLaren, que agora contaria com motores Honda no seu modelo MP4/4. Das 16 corridas, deu show nas qualificações e garantiu 13 poles porém dividiu meio a meio as vitórias com Alain Prost, seu mais novo parceiro. Tudo caminhava tranqüilamente até Senna abandonar por erro próprio o GP de Mônaco e na corrida seguinte, ser avisado pela equipe a manter sua 2ª posição após uma largada ruim e não ir atrás de Alain Prost – Senna avisou Ron Dennis, chefe da McLaren, que aquela tinha sido a última vez que a equipe entrava no caminho entre ele e a vitória. As oito vitórias foram alcançadas nos GPs de San Marino, Canadá, Detroit, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica e Japão. Neste último, largou da pole position mas por problemas no câmbio caiu para a 16ª posição e após 24 voltas e 15 ultrapassagens estava novamente na 1ª posição. Das 16 provas, abandonou 2 e com 90 pontos, 13 poles, 3 melhores voltas e 8 vitórias sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1 pela primeira vez na sua carreira.

MP4/4

Sua missão em 1989 era defender o título mundial a bordo da McLaren MP4/5. O principal desfiante era seu parceiro, Alain Prost. Abandonou 7 das 16 provas, e terminou vice-campeão marcando 60 pontos com 13 poles, 3 melhores voltas e 6 vitórias. No GP do Japão, que ele teria que vencer para impedir que Prost fosse campeão, acabou desclassificado após uma controversa batida com o próprio parceiro, por ter voltado à disputa cortando a chicane onde se chocaram. Após essa desclassificação completamente injusta na opinião de Senna, ele deflagrou uma guerra contra os cartolas da F1, paralela à guerra particular que tinha contra seu maior adversário, o próprio parceiro.

MP4/5

Ainda na McLaren em 1990, Senna estava mais do que nunca desejando o título que sob seu ponto de vista, foi tirado das suas mãos em 89 numa disputa fora das pistas. Alain Prost transferiu-se para a Ferrari e disputaria novamente o título mundial. Senna venceu os GPs de Phoenix, Mônaco (pela terceira vez), Canadá, Alemanha (pela terceira vez), Bélgica (pela quarta vez) e Itália. Conquistou o bicampeonato mundial neste último, quando repetiu propositalmente o acidente de 89, mas desta vez chocando-se contra a Ferrari de Prost logo na primeira curva. Das 16 provas, abandonou 5 e com 78 pontos, 10 poles, 2 melhores voltas e 6 vitórias sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1.

MP4/5B

A bordo do McLaren MP4/6 em 1991 Senna conquistou um título indiscutível, o terceiro e último de sua carreira. Numa disputa de motores e aerodinâmica contra os ótimos bólidos FW14 da Williams, venceu os GPs de Phoenix, Brasil (o primeiro de sua carreira e a seis voltas do final, perdeu as 3ª, 4ª e 5ª marchas), San Marino, Mônaco (pela 4ª vez), Hungria, Bélgica (pela 5ª vez, sem as 3ª, 4ª e 5ª marchas no final) e Japão. Das 16 provas, abandonou 2 e com 96 pontos, 8 poles, 2 melhores voltas e 7 vitórias conquistou o tricampeonato mundial de Fórmula 1.

MP4/6

Ayrton Senna (Parte 2)

25 de março de 1984. Eram cinco horas da manhã e Ayrton já estava de pé. Sua estréia na Fórmula 1 pela Toleman aconteceu no circuito de Jacarepaguá, Rio de Janeiro – Grande Prêmio do Brasil. Teve como adversários alguns gigantes do automobilismo, Alain Prost, Keke Rosberg, Nelson Piquet e Niki Lauda. Chegou a ocupar a 9ª posição após largar da 16ª, mas o motor Hart quebrou na oitava volta. Ainda na temporada de 1984 um episódio mostrou ao mundo o início da ótima relação entre Ayrton e o GP de Mônaco. Largou em 13º mas debaixo de chuva torrencial, a corrida foi encerrada na volta 31 quando Ayrton estava na 2ª posição e já era dono da volta mais rápida. Chegou a ultrapassar Prost na volta 32, mas era tarde demais. Na última prova, GP de Portugal, saiu da Toleman com um pódio, chegando à 3ª posição após ultrapassar Alboreto (Ferrari) na última volta. Seus mecânicos ergueram um cartaz ao final da prova: “A Toleman nunca será a mesma sem Senna”. Das 14 provas do ano, Senna abandonou 8 mas conseguiu tirar 13 pontos de seis corridas, terminando na 9ª colocação geral empatado com Nigel Mansell. O campeão foi Niki Lauda (McLaren).

Toleman TG184

Em 1985, Senna correu pela Lotus. O GP de Portugal foi a segunda prova do ano, sob chuva torrencial, e Ayrton mostrou novamente por que seria chamado de Mestre da Chuva fazendo um hat trick. No GP do Canadá abandonou, mas deixou registrado enquanto esteve em pista o recorde da categoria e do circuito. No GP da Áustria largou em 14º mas terminou em 2º, arrancando uma crítica do 3º colocado e concorrente ao título, Alboreto: “Este brasileiro corre com a faca nos dentes”. A segunda e última vitória do ano veio no mais seletivo circuito, Spa Francorchamps, GP da Bélgica. Largou em 2º e arrancou a 1ª posição de Alain Prost (McLaren) logo na primeira volta. Das 16 provas, abandonou 10 e tirou 38 pontos de 6 corridas, com 7 pole positions, 3 melhores voltas e 2 vitórias, terminando na 4ª colocação geral. O campeão foi
Alain Prost (McLaren).

Lotus 97T

Correu em 1986 e 1987 também pela Lotus. Em 1986, correndo de motor Renault V6-turbo, teve duelos com o também brasileiro Nelson Piquet e o britânico Nigel Mansell, ambos pilotando bólidos da Williams. Sua primeira vitória foi no GP da Espanha, onde fez a pole position com mais de 1 segundo de diferença para as McLaren e Williams e cruzou a linha de chegada 14 milésimos a frente de Nigel Mansell. Sua segunda vitória veio no GP de Detroit e após ver uma faixa pedindo “Senna, dá olé no Francês” (pois o Brasil tinha sido eliminado um dia antes na Copa do Mundo de Futebol pela seleção francesa), Senna respondeu às expectativas. Das 16 provas, abandonou 6 e com 55 pontos, 8 poles e 2 vitórias terminou em 4º na colocação geral. O campeão foi Alain Prost (McLaren). Em 1987 seu Lotus amarelo com motor Honda teve outras duas vitórias, uma no GP de Mônaco que seria a primeira de muitas, e a segunda no GP de Detroit sem trocar pneus, sendo ovacionado pelo engenheiro da Lotus, Gerard Ducarouge: “É um monstro”. Das 16 provas, abandonou 7 e com 57 pontos, 1 pole, 3 melhores voltas e 2 vitórias terminou em 3º na colocação geral. O campeão foi Nelson Piquet (Williams).

Lotus 99T