Ayrton Senna (Parte 3)
Em 1988 foi para a McLaren, que agora contaria com motores Honda no seu modelo MP4/4. Das 16 corridas, deu show nas qualificações e garantiu 13 poles porém dividiu meio a meio as vitórias com Alain Prost, seu mais novo parceiro. Tudo caminhava tranqüilamente até Senna abandonar por erro próprio o GP de Mônaco e na corrida seguinte, ser avisado pela equipe a manter sua 2ª posição após uma largada ruim e não ir atrás de Alain Prost – Senna avisou Ron Dennis, chefe da McLaren, que aquela tinha sido a última vez que a equipe entrava no caminho entre ele e a vitória. As oito vitórias foram alcançadas nos GPs de San Marino, Canadá, Detroit, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica e Japão. Neste último, largou da pole position mas por problemas no câmbio caiu para a 16ª posição e após 24 voltas e 15 ultrapassagens estava novamente na 1ª posição. Das 16 provas, abandonou 2 e com 90 pontos, 13 poles, 3 melhores voltas e 8 vitórias sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1 pela primeira vez na sua carreira.

MP4/4
Sua missão em 1989 era defender o título mundial a bordo da McLaren MP4/5. O principal desfiante era seu parceiro, Alain Prost. Abandonou 7 das 16 provas, e terminou vice-campeão marcando 60 pontos com 13 poles, 3 melhores voltas e 6 vitórias. No GP do Japão, que ele teria que vencer para impedir que Prost fosse campeão, acabou desclassificado após uma controversa batida com o próprio parceiro, por ter voltado à disputa cortando a chicane onde se chocaram. Após essa desclassificação completamente injusta na opinião de Senna, ele deflagrou uma guerra contra os cartolas da F1, paralela à guerra particular que tinha contra seu maior adversário, o próprio parceiro.

MP4/5
Ainda na McLaren em 1990, Senna estava mais do que nunca desejando o título que sob seu ponto de vista, foi tirado das suas mãos em 89 numa disputa fora das pistas. Alain Prost transferiu-se para a Ferrari e disputaria novamente o título mundial. Senna venceu os GPs de Phoenix, Mônaco (pela terceira vez), Canadá, Alemanha (pela terceira vez), Bélgica (pela quarta vez) e Itália. Conquistou o bicampeonato mundial neste último, quando repetiu propositalmente o acidente de 89, mas desta vez chocando-se contra a Ferrari de Prost logo na primeira curva. Das 16 provas, abandonou 5 e com 78 pontos, 10 poles, 2 melhores voltas e 6 vitórias sagrou-se campeão mundial de Fórmula 1.

MP4/5B
A bordo do McLaren MP4/6 em 1991 Senna conquistou um título indiscutível, o terceiro e último de sua carreira. Numa disputa de motores e aerodinâmica contra os ótimos bólidos FW14 da Williams, venceu os GPs de Phoenix, Brasil (o primeiro de sua carreira e a seis voltas do final, perdeu as 3ª, 4ª e 5ª marchas), San Marino, Mônaco (pela 4ª vez), Hungria, Bélgica (pela 5ª vez, sem as 3ª, 4ª e 5ª marchas no final) e Japão. Das 16 provas, abandonou 2 e com 96 pontos, 8 poles, 2 melhores voltas e 7 vitórias conquistou o tricampeonato mundial de Fórmula 1.

MP4/6


