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Archive for Agosto, 2007

Street Fighter – Parte 1

Olá novamente, amiguinhos do FMGus! Estive pensando em vários assuntos para este post, desde um textículo sobre a banda Dream Theater até uma análise do filme pornô da Regininha Poltergeist um artigo sobre o carro Nissan Skyline. Mas Skyline me lembra Japão, e Japão me lembra videogame. Videogame me lembra Street Fighter.


Chamado carinhosamente em sua terra natal de Sutorito Faita, Street Fighter é um jogo de luta muito popular da Capcom que teve diversas continuações. Você com certeza já ouviu falar dele, ou pelo menos reconhecerá um desses quatro sons:

Em 1987 no Japão foi lançada a primeira versão chamada Street Fighter. Era possível jogá-lo no console TurboGrafx-16. Mais tarde os japas responsáveis pelo jogo sairam da Capcom e, contratados pela SNK, desenvolveram jogos que guardam semelhança absurda com essa versão de SF como, por exemplo, Art of Fighting e Fatal Fury. Neste SF, você não tinha escolha: se estivesse como Player 1, jogava com o Ryu. O Ken era reservado para o Player 2, apenas em lutas com amigos. Contra o computador, após 11 adversários o chefão era o Sagat. Ele mesmo, o cara do Tiger Robocop.

Mas foi em 1991 quando o couro comeu. A Capcom lançou o maior jogo de luta de todos os tempos, Street Fighter II: The World Warrior. SF2 era inovador e supreendente. A quantidade de personagens e golpes e possibilidades ampliou absurdamente sua aceitação no Arcade, e em pouco tempo ele dominou a mente de TODOS os true nerds e true videogameiros. Não demorou muito e todos pirateavam SF2 para Arcade, SuperNES e qualquer outro videogame que existisse. Todos queriam SF2. Foi dessa maníaca onda de pirateação que surgiu aquele SF2 doido que você se lembra, onde o Ryu soltava dois Hadoken que se alternavam e o Zangief soltava um Yoga Flame pelo pé quando girava os braços.

Você sabia? Na versão americana, três dos quatro chefões têm nomes diferentes da original japonesa. O boxeador é Balrog (Mike Bison na japonesa), o viado espanhol das garras é Vega (Balrog na japonesa) e o militar é Mike Bison (Vega na japonesa). As más línguas dizem que a Capcom não quis arrumar briga nos EUA caso Don King, empresário de Mike Tyson na época, não levasse a brincadeira numa boa, uma vez que o boxeador chamava-se Mike Bison.

Enfrentando o massacre dos modernos piratas bem antes que a indústria fonográfica, a Capcom decide fazer a coisa direito: lança uma versão atualizada de SF2 em 1993, chamada Street Fighter II: Champion Edition que continha alguns diferenciais…

Continua

F1 2007

Após este fim de semana, vou deixar hoje aqui um post sobre um esporte que muito aprecio: Fórmula Um (F1). Para quem não entende porra nenhuma sobre o campeonato anual de F1, vou tecer explicações curtas e diretas.

A Fórmula Um, fundada em 1946, é a mais alta categoria de corrida mundial reconhecida pela FIA (Fédération Internationale de l’Automobile). Os Grandes Prêmios (como são chamadas as corridas, também abreviadas para GPs) acontecem em diversos lugares do mundo. Para cada GP há um piloto e um time campeão, e para cada campeonato anual de F1 há um piloto e um time campeão, definido através de pontos ganhos nos GPs.

Quanto melhor a posição em cada GP, mais pontos o piloto leva para si e para o time, e no final do ano a maior pontuação geral dá o título mundial para um piloto e um time. Simples.

A atual fórmula dita que o motor a ser fabricado e usado até o campeonato de 2010 deve ser um 2.4 litros V8 com limitação de 19.000RPM. Uma criancinha dessa consome 65 litros de ar por segundo e tem uma autonomia de 1,3Km por litro. Os pistões desse motor agüentam uma força de aceleração de quase 9.000 vezes a gravidade.

Agora você pode parar de fingir que sabe o que é um pistão e saber de verdade!

Por mais incrível que possa parecer, o Brasil já trouxe oito vezes o título mundial de F1 para casa. Sabe o que isso quer dizer, filhão? Com exceção dos pilotos do Reino Unido, os brasileiros são os maiores campeões de F1 na história da categoria. Émerson Fittipaldi (1972; 1974), Nelson Piquet (1981; 1983; 1987) e Ayrton Senna (1988; 1990; 1991) são os responsáveis por tantos títulos mundiais de pilotos. Rubens Barrichello em sua época de Ferrari foi massacrado contratualmente pelo alemão Michael Schumacher (7 títulos) e sempre teve capacidade de vencer um campeonato, mas nunca oportunidade.

O único brasileiro com chances reais de vitórias na F1 hoje é Felipe Massa. Na Ferrari primeiramente como piloto de testes e depois como titular ao lado do heptacampeão Schumacher em 2006, foi terceiro colocado no mundial atrás de Fernando Alonso (2005; 2006) e do seu companheiro de equipe. Contudo, foi no final da temporada de 2006 que Massa demonstrou o que podia fazer com aquela Ferrari – e começou 2007 como favorito ao título segundo Bernie Ecclestone, o grande cartola da F1.

Agora, 12 GPs depois do início da temporada, Felipe Massa é o terceiro colocado, seguido de perto pelo seu companheiro de equipe, o cabaço finlandês Kimi Raikkonen. No topo da tabela, estão o novato britânico Lewis Hamilton e o bicampeão Fernando Alonso, ambos correndo pelo time McLaren. Na tabela de times, a McLaren lidera com 11 pontos de diferença da segunda colocada, a Ferrari. Hamilton, na liderança da tabela de pilotos, tem 5 pontos a mais que Alonso, enquanto Massa está 10 pontos atrás do segundo colocado e apenas 1 ponto na frente de Raikkonen.

A McLaren e Hamilton precisaram de 12 GPs para abrir essa diferença de 11 pontos para a Ferrari e 15 pontos para Massa, respectivamente. Restam 5 etapas e nada está perdido. Se Massa tiver a chance de tomar o título mundial para si, será de maneira apertada, na última etapa do campeonato. E após 15 anos sem um piloto brasileiro no topo, o título poderá ser decidido em 21 de outubro de 2007 no GP de Interlagos, São Paulo (cujos ingressos estão esgotados há um bom tempo).

A dúvida é: a Ferrari e Felipe Massa conseguirão dobrar o desempenho que a McLaren e Hamilton tiveram até agora e, em 5 GPs restantes, conquistar o título mundial de F1?

Eu te desafio

Gostaria de deixar registrado meu agradecimento pela menção feita no O Boêmio, o blog do Alexandre (acesse ele na lista de amigos não imaginários ao lado) e aproveitar para continuar falando um pouco dessa distorção da realidade que vemos hoje em dia.

Para Jean Baudrillard (descanse em paz) o simulacro, ou seja, a cópia sem original dessa realidade em que vivemos, nos torna fanáticos pela hiperrealidade, postada no terceiro nível do que seria a teia em que nos encontramos. Apesar de muitos acharem cuzisse bobagem, eu quero que se foda e vou citar sim a trilogia Matrix. É bocó, e por ser bocó e popular vou usá-la como interface entre a teoria e o que eu quero expressar. Duvido que alguém não tenha assistido. Se você ainda não assistiu foda-se ficará boiando. Lembro a todos que esse não é exatamente o roteiro e a história do filme, mas eu estou usando-o como interface, e não explicando a tão manjada trama da trilogia.

A hiperrealidade é a Matriz. É o mundo simulado na mente dos seres humanos para que, enquanto eles são enganados que aquilo é a vida deles, aquele é o mundo deles, eles sejam usados como baterias de 9 volts pelas máquinas (sic). Ele é simulado pois havia a realidade antes, e dela foi copiada a Matriz. Por um acaso, é exatamente por isso que o nome dessa simulação é Matriz.

O simulacro é o chamado Mundo Real, onde há Sião aka Zion. Se você esforçou-se em entender as entrelinhas do roteiro do filme, o que não requer muita inteligência, você deve ter percebido que o Mundo Real também é uma realidade virtual, ou seja, não é a realidade em si. Ele é um simulacro pois não havia uma realidade parecida antes, e dessa realidade não real foi copiado o Mundo Real. Por um acaso, é exatamente por isso que o nome dessa simulação é Mundo Real.

E por fim, vem o Original. E este é exatamente o lugar onde nunca vamos chegar. Nunca vamos modificar. Ele é a pureza. Ele é a fonte. Não vamos chegar aqui, pois se não formos enganados pelos sentidos na hiperrealidade, seremos inevitavelmente no simulacro. Estamos para sempre selados longe desse paraíso. Deixamos que isso acontecesse. Agora, agüenta as conseqüências, porra.

Contente-se em estabelecer a si próprio e a treinar e apurar valores e virtudes como se você estivesse no Original. Você consegue. Aqueles que não o fazem – e representam uma maioria massiva, tal qual a torcida do Curíntcha perto da torcida do São Bernardo Sport Club – vão tratar de botá-lo à margem, como um estranho no ninho. Mas, filhão, use a porra da massa cinzenta que lhe é peculiar e tão aclamada por nos diferenciar dos outros animais mimimi e engane-os. Seja mais malandro que eles. Acerte-os na face vestido em sua luva de pelica. Divirta-se. Ria-se por dentro. Eu te desafio.

Suba um degrau. Torne-se a si mesmo um ser hiperreal, um simulacro, e viva sua originalidade. Seja verdadeiro. Cuspa na banalização, mas não deixe ninguém pegá-lo. Já que eles querem brincar de quem é mais sagaz, destrua-os em grande estilo.

Aceita o desafio?

Mais do mesmo de novo

Eis que me vejo escrevendo novamente num blog. Será um vício? Uma sina? Carma?

Não sei.

Algumas experiências passadas, como meus natimortos blogs no UOL e neste mesmo Blogspot que me acolhe novamente, antecederam meu “Não pode chover para sempre” no Blog.com. Era uma aventura pela blogosfera brasileira que durou bons 3 anos. Neste período, aconteceram mudanças no leiaute, título e conteúdo. Tudo estava indo muito bem até eu começar a analisar religiosamente as estatísticas de acesso. Percebi então minha incrível incapacidade de conversar com aqueles dados, eles eram selvagens e indomáveis. Desisti pela minha decepção em não conseguir conscientemente aumentar ou reduzir acessos e comentários através da produção de textos.

No limbo, o “Não pode chover pra sempre” implantou um vácuo em mim que foi rapidamente preenchido por outros dois blogs natimortos, escritos em inglês, o “Life of Myles Campanella” e o “Wanted: Antimatter”. Para os curiosos, explico no próximo parágrafo a quintessência deles, para os deinsteressados, pulem um parágrafo.

“Life of Myles Campanella” era o espaço que meu personagem dos póstumos contos do NPCS, obviamente chamado Myles, possuía para escrever o que bem entendesse. Pode parecer maluco, mas era legal. No final, acabei reconhecendo que era maluco demais, não conseguia estabelecer uma linha de pensamento para redigir e fechei-o. Já o “Wanted: Antimatter” nasceu descomprometido, secreto e humilde. Fechei-o para evitar que ele não fosse mais secreto. Observe que o título faz referência a encontrar minha anti-matéria. Posso estar falando asneira metafísica mas, matéria + anti-matéria = nada. Talvez desesperado demais, talvez. Mas ele já foi dessa pra uma melhor, não vamos criticar o falecido.

Agora, após muitos blogs no limbo e uma súbita vontade de escrever, abro “O Fantástico Mundo de Gus”. Vou escrever sobre coisas que eu gosto, e comentar sobre coisas que eu achar interessante, dentro do aceitável para leitores cujos gostos não sejam tão bizarros quanto os meus.

Para fins de entretenimento, gostaria de informar que perdi pela enésima vez minha carteira porém, antes mesmo de eu notar que a havia perdido, me informaram que ela me aguardava no Bahamas “achados e perdidos” aqui do prédio. Dá-lhe.

Em breve, começo a postar coisas que mereçam leitura. Grato pela atenção dispensada.

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